Não raramente descobrimos no esporte histórias que nos surpreendem e fascinam. Por aqui já passaram inúmeras mulheres que relataram suas jornadas para vencer o medo, as dificuldades pessoais e familiares, mas principalmente o preconceito, que vem travestido de diversas formas. Minha convidada de hoje é dona de uma das mais fascinantes histórias do atletismo brasileiro, que remonta a uma época onde tudo parecia ser mais difícil. Nasceu prematura, caçula entre seis irmãos, filha de um pedreiro alcoólatra e uma lavadeira. Vivia com a família no Morro do Arroz, favela de Niterói. Durante o primário trabalhava de doméstica e estudava. Apaixonada pelo vôlei, foi descoberta no Fluminense e venceu a primeira competição de salto em altura que participou. Ao chegar com a medalha em casa, levou uma surra do pai, que lhe disse que medalha não enchia barriga. Quando estava no Vasco, com frequência faltava aos treinos porque usava o dinheiro da passagem para comprar comida. Cursando a faculdade de manhã, tinha que trabalhar à tarde e lhe sobrava então o período da noite para treinar. Participou de duas edições dos Jogos Olímpicos. Em Tóquio 1964, ficou em quarto lugar no salto em altura. Naquela edição dos Jogos, Aída foi a única mulher da delegação brasileira. Classificada a um mês da competição, a ela nenhuma estrutura foi fornecida. Viajou sem qualquer apoio, sem técnico e sem equipamento para competir. Mal sabia ela que contra tudo e contra todos, estava prestes da entrar para a história como a primeira brasileira a disputar uma final olímpica. Quatro anos depois, nos Jogos da Cidade do México, ficou em vigésimo lugar no pentatlo. Formada em geografia, educação física e pedagogia, possui quatro netos é mãe do Sérgio, da Patrícia e da jogadora de vôlei Valeskinha, medalhista de ouro em Pequim. É com muita honra que recebo hoje a desbravadora e valente dona Aída dos Santos. Inspire-se!

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Wikipedia

Globo – O uniforme que nunca existiu. Podcast Rumo ao Pódio com Aída e Valeska.

Centauro – Compre o uniforme que nunca existiu.

Documentário de André Pupo – Aída dos Santos, uma mulher de garra.

COB – Time Brasil – Aída dos Santos

Wikipedia – Valeska Menezes

Vasco – A história do atletismo.

John Carlos

1968,  o ano que não terminou.

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