Episódio 30 com Nato Amaral

Meu convidado de hoje é um atleta amador, porém, daqueles que leva tão a sério sua paixão pelo esporte, que por muito pouco não poderia ser considerado um profissional. Digo isso não por causa dos seus resultados, que aliás são bastante respeitáveis, mas principalmente pela sua devoção à uma modalidade que ganha cada vez mais destaque a cada ano. Minha teoria é de que nas últimas décadas, as Maratonas, conhecidas como as rainhas das corridas de rua, deixaram de significar o sonho de consumo de uma parcela significativa dos corredores amadores. Como se os 42.185 metros tivessem se tornado, digamos, curtos de mais!

Episódio 10 com Fernando Nabuco

No décimo episódio do Endörfina conversei com Fernando Nabuco de Abreu. Meu amigo desde o começo dos anos 1990, possui uma história muito legal. Filho de um remador Olímpico, começou a nadar aos sete de idade. Aos 17 participou revezamento 4x100m dos jogos Olímpicos de Roma, em 1960. Voltou de lá com um "manual australiano" de treinamento de alto rendimento, que se mostrou revolucionário para os padrões nacionais da época. Foi quanto os estudos e o trabalho falaram mais alto, fazendo com que passasse a dividir seu tempo com os esportes. Passou pelo polo aquático, vela, tênis e até motonáutica. Já um empresário de sucesso, foi lendo o Jornal do Brasil em um voo da ponte aérea que soube da 1. Maratona do Rio de Janeiro, em 1980. Mesmo sem qualquer experiência na corrida, resolveu participar da prova. Três anos mais tarde participou do triathlon Café do Brasil e organizou o primeiro triathlon de São Paulo. Esteve em Kona nos anos de 1984, 87 e 89.